Odisséia de Homero - Livro XVIII - Tifsa Brasil
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    23 de junho de 2018

    Odisséia de Homero - Livro XVIII

    De insano ventre em público mendigo,
    Que a todos por glutão levava as lampas,
    Alto e vistoso, se cobarde e fraco,
    Ali surgiu: da mãe chamado Arnaios,
    5 Iros a rapaziada o apelidava,
    Por solícito e pronto recadista.
    A Ulisses do seu pórtico expelindo,
    Ultrajoso bradou: “Sai daqui, velho;
    Senão, de um pé te arrasto: vês que em roda
    10 Piscam-me os olhos? de o fazer me pejo;
    Mas põe-te fora, ou te haverás comigo.”
    Turvo Ulisses: “Ruim, nem te injurio,
    Nem te invejo as fortunas e os proveitos.
    No largo limiar cabemos ambos:
    15 Que mesquinho ciúme! Um vagabundo,
    Como eu, pareces: a riqueza aos numes
    Toca a distribuir. Não me provoques
    E encolerizes; velho embora, os peitos
    E os beiços hei de em breve ensangüentar-te;
    20 Estaria amanhã mais sossegado;
    Pois do Laércio à casa não voltavas.”
         É Iros em sanha: “Hui! ronca o parasito
    Como velha fornalha! Se nos queixos
    Lhe finco os punhos, rolarão seus dentes,
    25 Qual se os de cerdo fossem rói-searas.
    Os lombos cinge, combater nos vejam:
    A arrostar um mancebo te abalanças?”
         Ante os portões brilhantes a pendência
    Antino adverte, e galhofeiro grita:
    30 “Oh! que novo prazer o Céu nos manda!
    Iros e o forasteiro, amigos, tentam
    Vir às mãos: a brigar os aticemos.”
    E todos, levantando-se às risadas,
    Aos dous pobres trapentos se avizinham.
    35 Prossegue o de Eupiteu: “Valentes procos,
    Há no fogão ventrículos de cabras,
    De gordura e de sangue repassados
    Para a ceia: o mais forte e vitorioso
    Escolha um que lhe apraza; e de hoje avante
    40 Seja em nossos festins, nem admitamos
    Outro qualquer mendigo.” — O aplauso ecoa.
    E o manhoso Laércio humilde fala:
    “Velho e estragado, cumpre-me, senhores,
    A um moço me arrojar; a expor-me a golpes
    45 Força a insensata fome. Eia, jurai-me
    Iros nunca ajudar com mão traidora;
    Ser-me-ia dura a prova.” — Eles juraram,
    Mas Telêmaco enérgico se exprime:
    “Se, hóspede, o peito varonil te pede
    50 Rechaçá-lo, a nenhum dos Gregos temas;
    Quem te ofender, se baterá com outros.
    Agasalhei-te, e basta; não mo estranham
    Os reis Antino e Eurímaco atinados.”
         A aprovação retumba; e Ulisses panos
    55 Aos pudendos ligando, pulcros braços,
    Pernas, coxas desnua, peitos, ombros:
    Dos povos ao pastor Minerva engrossa
    Os rijos membros. Foi geral o espanto,
    E entre si boquejavam: “Desta feita
    60 Iros, não Iros já, cai no seu brete;
    Que músculos ostenta o forasteiro!”
         Iros turbou-se; os fâmulos o cingem,
    Trazem-no a rojo, e as carnes lhe tremiam;
    Antino lho exprobou: “Nunca nasceras;
    65 Mal hajas, fanfarrão, que estás convulso
    Por um velho alquebrado! Se és vencido,
    Irás, te afirmo, em barco de Epirotas
    Ao régio Aquetos, cru flagelo de homens,
    Que orelhas e nariz te corte a bronze,
    70 E arranque os genitais e a cães os deite.”
         Iros mais estremece; ao meio o arrastam;
    Armam-se os punhos logo. O divo Ulisses,
    Calculando se exânime o prosterne
    Ou só ferido, acha melhor poupá-lo;
    75 Teme excitar suspeita. No ombro destro
    Iros deu; mas ao colo sob a orelha
    Murro apanhou que os ossos lhe machuca:
    Vomita rubro sangue, a mugir tomba,
    Os dentes entrechoca, e esperneando
    80 Bate e recalca a terra. Os feros procos,
    Alçando as mãos, de riso rebentavam;
    Mas lesto um pé lhe trava e o roja Ulisses
    Do vestíbulo ao pátio, e fora o encosta;
    Um pau lhe entrega e diz: “Com este agora
    85 Porcos afasta e cães; vil, não te arrogues
    Predomínio em pedintes e estrangeiros:
    Olha que inda pior não te aconteça.”
    E, preso às costas com torcidos loros
    O torpe alforge, ao liminar descansa.
    90 A rirem de prazer, o lisonjeiam:
    “Hóspede, o Céu te faça o que mais queiras,
    Pois todo o povo de um glutão livraste;
    Será do rei do Epiro.” — Do presságio
    O divo herói folgava. Antino um gordo
    95 Ventrículo de cabra lhe apresenta;
    Anfínomo lhe tira do açafate
    Alvos dous pães, e de áurea taça o brinda:
    “Salve! um dia opulência, ó padre, alcances,
    Já que tanta miséria hás padecido.”
    100  “Anfínomo, o adverte o sábio Ulisses,
    És fecundo, e a prudência denuncias
    De teu pai Niso, que de rico e humano
    Campa em Dulíquio; atende-me e pondera.
    De quanto cá respira e cá rasteja,
    105 Nada é mais lastimável do que o homem:
    No seu vigor e próspera fortuna,
    Com desgraça não conta, e se esta o assalta,
    Não sabe suportá-la e acusa os deuses;
    Pois têm versátil ânimo os terrestres,
    110 Segundo altera Júpiter os dias.
    No tempo em que eu passava por ditoso,
    Muita injustiça obrei, nas próprias forças,
    No genitor e meus irmãos, fiado,
    Ímprobo ninguém seja; em paz gozemos
    115 O que o Céu nos outorgue. Os procos vejo
    Consumindo, abatendo, violentando
    A mulher de um varão, que perto enxergo.
    Levem-te à casa os deuses, não te encontre
    À hora da vingança: eu não presumo
    120 Quem sem sangue se expurgue este palácio.”
         Eis liba o doce vinho, e a taça rende
    Ao maioral Anfínomo. Este a sala,
    A cabeça tristonho sacudindo,
    Pressago atravessava, e à Parca adicto,
    125 Sentar-se foi, reposto por Minerva,
    Que à lança de Telêmaco o destina.
         De Icário à filha a mesma Olhicerúlea
    Mostrar-se inspira, a fim que excite os procos
    E ante o filho e o marido mais se exalte.
    130 Com leve riso: “Eurínoma, diz ela.
    Desejo ir aos amantes odiosos,
    E a meu filho avisar que o trato fuja
    De homens com fel no peito e mel nos lábios.”
         “Tens razão, filha, a econôma responde;
    135 Repreende-o, nada omitas. Mas primeiro
    Banha o corpo, unge as faces; não turvado
    Apareça de lágrimas teu rosto:
    Chorar contínuo dana. Vai, com barba
    Ei-lo já, como aos numes suplicavas.”
    140 “Ama, insiste a rainha, tu zelosa
    De abluções e perfumes não me fales:
    Os imortais meu brilho embaciaram,
    Dês que ele a Tróia andou. Por companheiras
    Cá me envies Autônoe e Hipodâmia:
    145 De ir só ter com varões tenho vergonha.”
         A chamar as mulheres corre a velha.
    Súbito Palas em suave sono
    Os membros ensopou da Icária prole,
    Que adormeceu no leito reclinada;
    150 Limpou-lhe o vulto com divina ambrosia,
    Para que mais a admirem, como Vênus
    Engrinaldada se unta e purifica,
    Das Graças quando parte ao coro amável;
    Fê-la mais alva que o marfim recente,
    155 Mais nédia e esbelta. Retirou-se a deusa,
    Das braciníveas servas ao ruído;
    Ela acorda, e a falar se entrega e enxuga:
         “Aliviou-me o sono os pesadumes.
    Doce morte ah! mandasse a casta diva,
    160 Para não mais gastar os anos tristes,
    Saudosa do marido, que era aos Dânaos
    Em qualquer das virtudes vivo espelho!”
         Não só, das duas fâmulas no meio,
    Gentil baixa da câmara estupenda;
    165 À portada soberba, o véu luzido
    Proclina, e ao vê-la, de joelhos frouxos,
    Em êxtases de amor, ficaram todos
    Por seu leito almejando. Assim prorrompe:
         “O juízo, meu Telêmaco, perdeste.
    170 Menino, eras cordato: hoje, que és púbere,
    E quem quer, pelo talhe e galhardia,
    De opulento senhor dir-te-á nascido,
    Não tens mais sisudeza nem justiça.
    Nesta casa cometem-se atentados,
    175 A teu hóspede insultam: que! permites,
    Sem temor da desonra e eterno opróbrio,
    Que em nosso lar um peregrino vexem!”
         “Minha mãe, torna o jovem, que te agastes
    Não o estranho. Hoje n’alma o justo e injusto
    180 Sei pesar; mas, há pouco na puerícia,
    Ter não posso prudência consumada.
    Falto de auxílio, empecem-me contrários,
    Que uns dos outros a par forjam meu dano:
    Só culpa eles não têm na briga de Iros
    185 Com o estrangeiro, vencedor pujante.
    Jove, Palas e Apolo, assim permitam
    Que nesta sala ou no átrio os procos jazam,
    As cabeças nutando esmorecidos,
    Como, qual ébrio, às portas jaz externas
    190 Laxo dos membros Iros, não podendo
    Em pé ter-se ou voltar ao seu tugúrio.”
         Entremeteu-se Eurímaco: “Rainha,
    Se outros em Argos de Jasão te vissem,
    Amantes amanhã mais numerosos
    195 Conviver cá viriam; pois superas
    As demais em beleza e garbo e tino.”
         Contestou-lhe modesta: “O Céu tirou-me
    Forças, beleza e tino, assim que os Dânaos
    Me levaram consigo a Tróia Ulisses.
    200 Venha, mande-me e reja, e a minha glória
    Mais resplendeceria: hoje um demônio
    Me entristece e comprime. Ele, à partida,
    A destra me travou: — Mulher nem todos
    Escaparemos; pois tem fama os Teucros
    205 De hábeis em dardo e seta, em coches destros,
    Que a vitória decidem na refrega:
    Se um deus me salve ignoro, ou se ali morra.
    Tudo regra; inda mais te recomendo
    Meu pai e minha mãe. Barbado o filho,
    210 Deixa-lhe os bens e casa-te. — Assim disse,
    E o tempo se perfez: negreja a noite
    Em que às núpcias me obrigue o infausto Jove.
    Mas uma dor me pesa: era o costume
    Dos que herdeira opulenta requestavam,
    215 Prodigando-lhe prendas, bois e ovelhas,
    Banquetear amigos da esposada;
    Mas não comer impune à custa alheia.”
         Folga o herói de que as dávidas atraia,
    E o pensamento encubra com lisonjas.
    220 E Antino: “Aceita, Icária, ofertas nossas,
    Mau seria enjeitar; mas cá seremos,
    Té um marido livremente escolhas.”
         Eles, de acordo, arautos já despacham.
    O Eupiteides recebe um fino peplo,
    225 De áureas doze fivelas abrochado
    E curvos alamares, grande e vário;
    Eurímaco, artefata gargantilha
    De electro e ouro, como o Sol fulgente;
    Eurídamas, dous brincos de três gemas;
    230 O régio Politórides Pisandro,
    Colar brilhante; os mais seus dons presentam.
    Sobe ela, e tudo as fâmulas carregam.
         Em danças e tangeres permanecem;
    E, quando aponta Vésper, três lucernas
    235 Acendem, sêca lenha em roda, a bronze
    Pouco há fendida, e archotes acrescentam:
    As servas por seu turno o fogo atiçam.
         Cauto o herói: “Vós do triste ausente escravas,
    Ide, ou fusos torcendo ou lãs cardando,
    240 Aliviar a augusta soberana.
    Do lume para todos me encarrego,
    Bem que os ache a velar a pulcra aurora;
    Pois, avezado, a lidas não fraqueio.”
         Riram-se umas olhando para as outras,
    245 E o insultou Melântia, gentil prole
    De Dólio, de Penélope em menina
    Como filha amimada, e ingrata sempre
    À criação, de Eurímaco era amásia:
         “Mentecapto, o argúi, tu nem te abrigas
    250 De um fabro na oficina ou vil baiúca,
    Nem de galrar te pejas entre os grandes:
    Turba-te o vinho, ou louco, ou vitorioso
    De Iros, ufano estás. Pode um, que surja,
    Calamocado e em sangue rechaçar-te.”
    255 Ele a mediu: “Cachorra, esse descôco,
    Para em peças Telêmaco picar-te,
    Lho contarei.” De susto e esmorecidas,
    Crendo que era verdade, pela sala
    Vão-se a tremer. Atento e em pé vigia
    260 Nas lucernas Ulisses, mas revolve
    No âmago planos, que írritos não foram.
    Prosseguem nos insultos, porque Palas
    Quer do Laércio o peito mais pungido.
         Eurímaco de Pólibo chasqueia
    265 E excita o riso: “O coração vos abro,
    Claríssimos rivais. Foi certo um nume
    Que o dirigiu de Ulisses à morada:
    Na cabeça não tendo um só cabelo,
    A lisa calva é mais uma lanterna.”
    270 E vôlto ao forte urbífrago: “Salário
    Enjeitarás, vindiço, em minha herdade,
    Sebes tecendo e árvores plantando?
    Que! só no mal sabido e preguiçoso,
    Preferes mendigar de porta em porta,
    275 Por cevares o ventre insaciável.”
         “Se em jejum, diz o herói, té vir a tarde,
    Fouce na mão, nos longos vernais dias,
    Num vasto campo, Eurímaco, apostássemos,
    Roçaria eu mais erva. Junta eu reja
    280 De bois iguais, robustos e medrados,
    A charrua a puxar por quatro jeiras;
    Verás ceder-me a gleba, e como rasgo
    Profundos regos. Se hoje o grã Satúrnio,
    Guerra ateando armasse-me de escudo
    285 E lanças e éreo casco, antessignano
    Ver-me-ias combater, sem que exprobrares
    A penúria e pobreza. És nímio injusto,
    Nímio orgulhoso; bravo te apregoam,
    Porque estás entre poucos e cobardes:
    290 Surja Ulisses; as portas, bem que largas,
    Ser-te-iam todas para a fuga estreitas.”
         Eurímaco em furor, carrega o vulto:
    “Ah! mísero, teu mal te aumento agora.
    De galrar não te pejas entre os grandes:
    295 Turba-te o vinho, ou louco, ou vitorioso
    De Iros, ufano estás.” Eis do escabelo,
    Subtraído o Laércio aos pés de Anfínomo,
    O golpe do escanção na destra bate;
    Supino cai chorando, e o jarro tine.
    300 Tumultuam na sala umbrosa os procos,
    A dizer: “Que alvorôto lamentável!
    Longe antes perecesse o vagabundo!
    Que rixemos consegue um vil mendigo,
    E o prazer dos festins dessaboreia.”
    305 Enérgico Telêmaco: “Insensatos!
    Basta. Algum deus por certo vos concita.
    A dormir saciados retirai-vos,
    Quando quiserdes; a ninguém expulso.”
         Todos, mordendo os beiços, da ousadia
    310 Pasmavam; mas Anfínomo, de Niso
    Aretíades filho, assim discorre:
    “Não vos irrite, amigos, o que é justo;
    Não trateis com dureza o forasteiro,
    Ou qualquer servo do divino Ulisses.
    315 Eia, o escanção de novo arrase os copos;
    Libemos, e a deitarmo-nos partamos.
    Do hóspede recebido nos seus lares
    Incumba-se Telêmaco à vontade.”
         Aprouve o dito. Múlio, o Dulinquiense
    320 Arauto e seu ministro, na cratera
    Mescla a bebida e em cerco a distribui;
    Aos beatos celícolas brindando,
    Repletos vão-se do licor melífluo,
    Cada qual em seu leito a repousar-se.

    NOTAS AO LIVRO XVIII
    5-10 — Iros em grego é o que faz recados. Piscar os olhos diz o original; frases do estilo cômico, adequada às pessoas e às circunstâncias.
    67-70 — Tanto na antiguidade, como hoje em dia, uma grande ameaça é a de venderem o escravo a indivíduos ou famílias de reconhecido rigor e dureza.
    76-93 — Um murro debaixo da orelha e ao pescoço, sendo em uma das extremidades dos queixos, não podia fazer saltar os dentes; e com razão o intérprete latino diz que não lhe esmigalhou os ossos, e só lhe fez uma forte lesão: alguns porém opinam erradamente em sentido contrário. — O verso 93 fala em presságio, porque julgava-se de feliz anúncio a felicitação do inimigo, como eram os procos de Ulisses, a quem disfarçado não conheciam.
    200 — Pensam tradutores que Penélope deseja a vinda do marido para governar-lhe os bens; mas o pensamento da rainha é o de uma honrada mulher, que de bom grado se quer submeter à autoridade marital; e esta submissão devera causar grande prazer a Ulisses, que ali se achava encoberto. Este mesmo pensamento, exprimido com os toques maviosos de Voltaire, enternece muitíssimo na sua Zaira, obra-prima, que os beatos buscam rebaixar, mas que o não pode ser por quantos conventos, capítulos ou confrarias, existem sobre a terra.
    268-269 — Busquei tornar este lugar o mais cômico, por ser tal a intenção de Homero: autorizado pelos antecedentes, verto eu que a lisa calva de Ulisses era uma lanterna que alumiava a sala; assim, aclarei a idéia do autor.
    294-296 — Estes versos são os mesmos que proferiu Melântia pouco atrás; mas, sendo ela amásia de Eurimaco, este, que a tinha ouvido minutos antes, não é fora do natural que repetisse as mesmas expressões ao declarar o mesmo pensamento; pois devera prestar muitíssima atenção à disputa havida entre a serva e o falso mendigo.
    298 — Opinei que em Homero não há copeiro ou despenseiro, porque este ofício é exercido por mulher. Note-se porém que o escanção, ou o que ministra o vinho e enche os copos, era homem. Ir ao índice do livro
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