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4 de set de 2017

A confissão de fé dos mártires no Brasil

Introdução
No dia 7 de março de 1557 chegou a Guanabara um grupo de (huguenotes) calvinistas franceses com o propósito de ajudar a estabelecer um refúgio para os calvinistas perseguidos na França. eles foram torturas, perseguidos e mortos por professar sua fé em Jesus.
Tema: A confissão de fé dos calvinistas franceses em solo brasileiro
A 19 de Fevereiro de 1558, os fiéis cristãos calvinistas sofreram o batismo de sangue na Fortaleza de Villegaignon, na Baia de Guanabara, Rio de Janeiro. Vê-se o alargamento da igreja de Cristo Jesus mais os acontecimentos martirológico brasileiro mais a História não nada encoberta.
A tradução da confissão de fé dos mártires no Brasil foi feita pelo DR. Erasmo Braga, que era membro da Academia de Letras de São Paulo e Deão do Seminário Teológico Presbiteriano em Campinas; que nos revelou a execução dos mártires: Jean Du Bourdel, Marthieu Verneuil e Pierre Bourdon. Os confidentes da fé cristã no Brasil, que a História não permitiu ficar no anonimato chegando todos nós cristãos.
A redação da confissão de fé calvinista foi feita por Jean Du Bourdel, que conhecia a língua latina. Durante toda aquela noite ele se ocupou com seus dois colegas, tentando lembrar as passagens das Sagradas Escrituras para fazer a redação e entregar no dia seguinte segundo cobrara o comandante Villegaignon, a razão de sua crença em Jesus Cristo. Para os calvinistas embora sendo homens leigos e sem nenhuma instrução teológica, era à hora de mostrar pela confissão de fé, sua fé em Jesus, seu precioso conhecimento que tinham das sagradas e o que sabiam sobre a vida espiritual. Jean Du Bourdel, quando viu e sentiu que seus companheiros estavam esmorecidos na fé, procurou despertá-los e infundindo para se encorajarem a se manterem firmes e fiéis na fé ao Divino Mestre Jesus; em quem depositavam toda sua confiança e fé.
Jean Du Bourdel, ao fazer a conclusão da redação em resposta ao Almirante Villegaignon, leram repetidas vezes cada item com seus colegas para conferir se a confissão de fé estava segundo a fé cristã. Após aprovarem concordemente ambos assinaram à confissão de fé, que achavam católica a (ou a confissão universal de fé era fundamentada na palavra da verdade, e se declaram dispostos a morrem caso fosse a santa e permissiva vontade de Deus em Cristo Jesus.
Eis aqui a confissão de fé dos mártires do Brasil
I. Item. Cremos em um só Deus, imortal e invisível criador do céu e da terra, e de todas as coisas, tanto visíveis como visíveis; o qual é distinto em três pessoas: o Pai, o Filho, e o Espírito, que não fazem senão uma mesma substância em essência eterna e uma mesma vontade. (A) O Pai fonte e começo de todo bem; (B) o filho eternamente gerado do Pai, o qual, cumprindo a plenitude do tempo, se manifestou em carne ao mundo, sendo concebido do Espírito Santo, nascido da Virgem Maria, feito sob a Lei para resgatar os que estavam sob ela, a fim de que recebêssemos a adoção de próprios filhos; (C) o Espírito Santo, procedente do Pai e do filho, Mestre de toda a verdade, falando pelo boca dos Profetas, sugerindo todas as coisas que firam ditas por nosso Senhor Jesus Cristo aos seus santos Apóstolos. Esse é o único consolador em aflição, dando constância e perseverança em todo bem.
II. Item. Adorando nosso Senhor Jesus Cristo, não separamos uma natureza da outra; confessando as duas naturezas, a saber, a divina e a humana nEle inseparáveis
III. Item. Cremos quanto ao Filho de Deus e ao Santo Espírito, o que a Palavra de Deus e a doutrina apostólica, e o símbolo nos ensinam.
IV. Item. Cremos que o Senhor Jesus Cristo verá julgar os vivos e os mortos, em forma visível e humana como subiu ao céu, executando tal juízo na forma em que nos predisse em São Mateus, vigésimo quinto capítulo, tendo todo o poder de julgar, a Ele dado pelo pai, em tanto que é homem.
V. Item. Cremos que no Santíssimo Sacramento da Ceia, com as figuras corporais do pão e do vinho, que por meio deles as almas fiéis são realmente alimentadas de fato coma própria substância de nosso Senhor Jesus como nossos corpos são alimentados de viandas,, e assim não entendemos dizer que pão e o vinho sejam transformados ou transubstanciados no corpo e sangue d’Ele, porque o pão continha em natureza e substância, semelhantes o vinho e não há mudança ou alteração.
VI. Item. Cremos que, se fosse necessário pôr água no vinho, os evangelistas e São Paulo não teriam omitido uma coisa de tão grande conseqüência.
VII. Item. Cremos que não há outra consagração que se faz pelo ministro, quando se celebra a ceia, recitando o ministro ao povo, em linguagem conhecida, a instituição desta ceia literalmente, segundo a forma que nosso senhor Jesus Cristo nos prescreveu, admoestando o povo da sua morte e paixão. E mesmo, como diz santo Agostinho, a consagração e a palavra da fé que pregada e recebida com fé. Pelo que, segue-se que as palavras secretamente pronunciadas sobre os sinais não podem ser a consagradas como parece aparece da instituição que nosso Senhor Jesus Cristo deixou aos seus santos Apóstolos, dirigindo suas palavras aos seus discípulos presentes, aos quais ordenou tomar e comer.
VIII. Item. O Santo Sacramento da Ceia não é vinda para o corpo como para as almas (porque nós não imaginamos nada de carnal, como declaramos no artigo quinto), recebendo-o por fé, a qual não é carnal.
IX. Item. Cremos que o batismo é sacramental de pertinência, e como uma entrada na igreja de Deus, para sermos incorporado em Jesus Cristo. Representa-nos a remissão de nossos pecados passados e futuros, a qual é adquirida plenamente só pela morte vicaria de nosso Senhor Jesus Cristo.
X. Item. Quanto ao livre-arbítrio, cremos que, se o homem, criado à imagem de Deus, teve liberdade e vontade, tanto para o bem como para o mal, só ele conheceu o que era livre árbitro, estando em sua integridade. Ora, ele nem apenas guardou este dom de Deus, assim dele foi privado por seu pecado, e todos os que descendem dele, de sorte que nenhum da semente de Adão tem centelha do bem.
XI. Item. Cremos que pertence só à palavra de Deus perdoar os pecados, da qual, como dia Santo Ambrosio, o homem é apenas o ministro; portanto, se ele condena ou absolve, não é ele, mas a sua palavra que de Deus anunciou.
XII. Item. Quanto à imposição das mãos, esse serviu em seu tempo, e não há necessidade de conservá-la agora, porque pela imposição das mãos não se dar o Santo Espírito, porquanto isto só a Deus pertence.
XIII. Item. A separação entre o homem e a mulher legitimamente unidos por casamento não se pôde fazer senão por causa do adultério, como nosso Senhor ensina. Mateus, capítulo XIX verso 5. E não somente se pôde fazer a separação por causa, mais, também, bem examinado a causa perante o magistrado, a parte não culpada, se não conter, pôde casar-se, como São Ambrosio diz sobre o capítulo 7 da página Epistola aos Coríntios. O magistrado, todavia, deve nisso proceder com madureza de conselho.
XIV. Item. São Paulo, ensinando que o bispo deve de uma só mulher, não diz que lhe seja lícito tornar-se a casar, mas o santo Apóstolo condena a bigamia a que os homens daqueles tempos eram muito efeitos; todavia, nisso deixamos o julgamento aos mais versados nas Santas Escrituras, não se fundando a nossa fé sobre esse ponto.
XV. Item. Não é lícito votar a Deus. Senão o que Ele aprova. Ora, é assim que os votos monásticos só tendem à corrupção do verdadeiro serviço a Deus. São também grandes temeridade e presunção do homem fazer votos além da medida de sua vocação, visto que as Santas Escrituras nos ensinam que a continência é um dom especial. Mateus 15; e 1 Coríntios 7. Portanto, segue-se que os que se impõem esta necessidade, renunciando ao matrimônio toda a sua vida, não podem ser desculpados de extrema temeridade e confiança excessiva e insolentes em si mesmo.
XVI. Item. Quanto aos mortos, São Paulo na sua Primeira Epístola aos Tessalonicenses, IV capítulo, nos proíbe entristecer-nos por eles, porque isto convém aos pagãos, que têm esperança alguma de ressuscitar. O Apóstolo não manda e nem ensina orar por eles, o que não teria esquecido, se fosse conveniente. São Agostinho, sobre Salmos 11:8, diz que os espíritos dos mortos recebem conforme o que tiverem feito durante a vida; que, se nada estando vivos, nada recebem, estando mortos. . Esta é a resposta que damos aos artigos por vós, segundo a medida da fé, que Deus nos deu, suplicando que lhe apraz a fazer que em nós não seja morta, antes produza frutos dignos de seus filhos, e assim, fazendo-nos crescer e perseverar n’ela, lhe rendamos graça e louvores para todo sempre. Assim seja. - Assinado: Jean Du Bourdel, Mathieu Verneull, Pierre Bourdon, André La-fon.
Observação: essa foi a confissão de fé dos calvinistas em solo brasileiro, que lhe custou suas próprias vidas na Bahia de Guanabara, Rio de Janeiro, Sexta-Feira 9 de Fevereiro de 1558.
Conclusão
Os calvinistas franceses foram obrigados a confessar sua fé em Jesus, no prazo de doze horas, segundo o pedido do Almirante Villegaignon. Como sua confissão não agradou Almirante, eles foram presos, e atados e foram atirados de um despenhadeiro. Essa foi confissão de fé na América, banhada de sangue dos mártires huguenotes. Por Pbsena
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Item Reviewed: A confissão de fé dos mártires no Brasil Rating: 5 Reviewed By: Pbsena Sena
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